segunda-feira, 25 de agosto de 2008

POEMAS DA BUGRA LOBA


Ridículo é viver assim: sem prestar atenção na bruma do mar, no reflexo poético da lua sobre o mar, nos pequenos detalhes das paisagens que passamos e não pressentimos ser tão únicas.
Ridículo é nossa busca incessante através da chama que se apaga, do tempo que não volta, do nosso desejo de poder.
Belo e nobre é poder sonhar.
É olhar o mundo e as coisas com olhos de alguém que acabou de nascer.
Ver as coisas como são: uma pedra, uma árvore.
Belas apenas por serem elas mesmas.
Ridículo é querer mudar o amigo em cometa quando amigo é estrela, transformar o amante em prisioneiro, quando o amor é só liberdade.
Ridículo é nunca ter amado, ter deixado bilhetes melosos na carteira da escola, na porta da geladeira.
Só o amor não é ridículo, pois o amor transforma o silêncio em poesia, transforma o pranto em alegria, faz a tempestade virar calmaria e de nossas vidas uma porta sempre aberta à sabedoria

2 comentários:

Monik Ornellas disse...

Lindo D+!!!
Nos acostumamos as paisagens e a beleza da vida, e de tão comum deixam de ser admiradas.

Um grande poder que temos é o da Apreciação, ela nos coloca num estado tal de contemplação, que nossa energia dá um salto em direção à criatividade.
Adorei!

LAS disse...

Ler este poema, nos faz lembrar, que a vida deve ser vivida intensamente e que cada momento é unico.
Bjs
donaabelha

Poemas da Bugra Loba

Bastava um olhar maroto Um toque sutil um sorriso matreiro um sopro leve ao ouvido uma voz entre linhas E cairia para sempre o medo de ser ridícula.

Oca

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Oca da Bugrinha

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