domingo, 19 de outubro de 2008

SIMPLESMENTE NIETZSCHE

  • A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
  • A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo.
  • As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
  • É mais fácil lidar com uma má consciência do que com uma má reputação.
  • Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
  • O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.
  • Para a maioria, quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!
  • A objeção, o desvio, a desconfiança alegre, a vontade de troçar são sinais de saúde: tudo o que é absoluto pertence à patologia.
  • Certos pavões escondem de todos os olhos a sua cauda - chamando a isso o seu orgulho.
  • A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade.
  • Logo que, numa inovação, nos mostram alguma coisa de antigo, ficamos sossegados.
  • Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
  • Temos a arte para não morrer da verdade.
  • Torna-te aquilo que és.
  • A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade.
  • Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo.
  • Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez - a si próprio?
  • Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
  • É pelas próprias virtudes que se é mais bem castigado.
  • Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.
  • Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
  • É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.
  • Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.
  • Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde.
  • Nos indivíduos, a loucura é algo raro - mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra.

2 comentários:

Carlos disse...

Curti o seu blog,Bugrinha.Se tiver tempo,dá uma passada no meu blog (estou começando agora):carlossatiro.blogspot.com.Curto demais o Nietszche e o Fernando Pessoa.

ANDRÉ disse...

Simplesmente ótimo...emocionante...real. Foi um prazer ter lido esse texto. Sim, Simplesmente Nietzsche, afinal, é o bastante

André Luiz

Poemas da Bugra Loba

Bastava um olhar maroto Um toque sutil um sorriso matreiro um sopro leve ao ouvido uma voz entre linhas E cairia para sempre o medo de ser ridícula.

Oca

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Oca da Bugrinha

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